Atendo adultos que enfrentam ansiedade, estados depressivos, conflitos de relacionamento ou a sensação de que algo precisa mudar. Uma escuta séria, que investiga a raiz do que você sente e transforma isso em direção prática.
Agende seu horárioCostumo dizer que a coerência com a própria autenticidade é fator indissociável da saúde mental. Boa parte do sofrimento que chega ao consultório nasce da distância entre a vida que a pessoa leva e aquela que teria sentido para ela. Jung deu nome a esse movimento quando falou em individuação, o processo, ao longo de toda a vida, de integrar as partes conscientes e inconscientes da psique e caminhar rumo a uma totalidade mais própria. Resistir a esse chamado, adiá-lo, silenciá-lo, é uma das raízes do adoecimento psíquico. Nietzsche apontava para a mesma direção com o "torna-te quem és", que não é um convite fácil, mas a tarefa de uma existência inteira.
Na prática, o trabalho acontece em dois tempos. Primeiro, as abordagens profundas ajudam a compreender e a problematizar, a olhar para a história, os conflitos e os significados que sustentam o modo como você vive. Quando você já enxerga com clareza o que precisa mudar, entram as abordagens comportamentais e cognitivas, com protocolos e estratégias de eficácia comprovada, para que a compreensão se converta em ação.
Sua espiritualidade é bem-vinda. Para muitas pessoas, a fé é uma fonte de sentido e de força diante das dificuldades. A pesquisa em psicologia reconhece isso como um recurso legítimo de enfrentamento. Quando faz parte de quem você é, ela pode fazer parte da terapia para ajudar a dar sentido à experiência, sustentar a esperança nos momentos duros e rever crenças que estejam pesando. É um valor importante na minha própria trajetória. No consultório, ele existe a serviço do seu processo, se isso for significativo para você.
Nenhuma questão se resolve com uma ferramenta única. Uso aquilo que a ciência mostra ser mais eficaz para cada caso, um princípio que a psicologia baseada em evidências chama de ecletismo técnico. É a liberdade de escolher a abordagem certa para cada objetivo, sempre ancorada em evidência e num propósito claro, nunca no acaso.
Um espaço ético, seguro e sem julgamento. A escuta é ativa e clínica, atenta aos padrões emocionais, cognitivos e comportamentais que sustentam o sofrimento e ao que tem valor para você.
Nem todo sofrimento se resolve só com técnica. Muitas vezes é preciso compreender a história, os conflitos internos e os significados que sustentam a forma como você vive e sente.
Quando é hora de mudar padrões e desenvolver recursos, aplico abordagens com eficácia comprovada, como a Terapia Cognitivo-Comportamental e a Terapia de Aceitação e Compromisso. Objetividade e pragmatismo, sem abrir mão do cuidado.
Minha primeira formação foi em Educação Física. Brinco que fui um "personal terapeuta" que virou psicólogo, pois cheguei à clínica antes de me formar em Psicologia. Essa origem deixou marcas boas, um olhar pragmático e uma atenção à relação entre corpo, mente e bem-estar.
Da sensibilidade das abordagens humanistas ao rigor da psicologia baseada em evidências, é dessa junção que nasce a forma como trabalho.
Sem burocracia e sem intermediários. O primeiro contato é direto comigo.
Atendo presencialmente em Belo Horizonte e também de forma online, para quem prefere ou mora em outra cidade.
Você me manda uma mensagem no WhatsApp e conversamos sobre o que procura e como podemos começar.
Para quem sente que algo não vai bem, seja na vida interna, sejam nas relações, buscando um espaço sério para compreender e mudar.
São objeções comuns e honestas. Mas cada uma delas pode estar custando caro à sua saúde mental.
Uma inteligência artificial organiza ideias e traz informação, o que pode ajudar, se forem corretas. O problema é que, além de inventar informações para preencher lacunas, a interface das IA's generativas foi feita para te agradar e validar, justamente o oposto da confrontação e da dialética, que estão entre os principais motores do processo terapêutico. A IA não sustenta uma relação ao longo do tempo, não percebe o que você cala, o que fala nas entrelinhas, sua linguagem corporal, não expõe suas resistências nem toca no que é difícil na hora certa, tampouco responde eticamente por nada disso. É até pior. Ao concordar com você, pode reforçar exatamente aquilo que te adoece. Terapia não é receber a explicação mais elaborada, nem um mero consolo. Uma psicoterapia bem conduzida te convida a encarar-se de verdade, inclusive e principalmente naquilo que você tem evitado olhar. IA's são ótimas ferramentas, mas cada ferramenta serve a um propósito. Usar uma IA achando que se está fazendo terapia é como usar uma trena para medir a pressão arterial. Você vai até ter um número, mas nunca vai saber do real problema. Quando descobrir, pela dor, pela perda ou pelos sintomas, pode ser tarde demais.
Quase sempre essa frase vem da experiência de um processo mal conduzido ou do puro preconceito e ignorância. Atualmente há bastante evidência da psicoterapia no tratamento da saúde mental. Não basta apenas conhecer as causas. São necessárias intervenções fundamentadas por pesquisa. Compreender por que sofremos é importante, mas apenas isso não muda a vida. Por isso o meu trabalho não termina na reflexão. Há também evidência científica robusta de eficácia por trás de cada intervenção.
Treino, hobby, um bom vinho com amigos, tudo isso é terapêutico e faz muito bem. Mas terapêutico não é a mesma coisa que terapia. Uma coisa alivia e recarrega. A outra investiga, com método, aquilo que se repete e insiste em não mudar e gera sofrimento, por mais que você corra na esteira ou distraia-se com amigos ou com alguma atividade. Tudo isso cabe na mesma vida, mas com funções diferentes e frequentemente complementares.
A fé é uma fonte real de força e de sentido. No meu trabalho ela é respeitada e bem-vinda, porque uma coisa não exclui a outra. Assim como ter fé não impede ninguém de procurar um médico quando o corpo adoece, também não substitui o cuidado com o que dói na mente. Fé e terapia podem caminhar juntas, cada uma no seu lugar.
Há bons profissionais por aí, mas o mercado se encheu de gente vendendo fórmulas de felicidade sem formação para lidar com o que é sério. Conselho motivacional não é tratamento clínico. Experiência e opinião pessoais não são fórmulas que fazem tudo dar certo. Você faria uma cirurgia com alguém que diz não ser médico, mas que aprendeu na prática porque acha diploma bobagem? Pois é. Além disso, uma má intervenção pode gerar ou agravar sintomas, o que se chama iatrogenia. Um psicólogo tem formação, registro no conselho, responsabilidade ética sobre o que faz. Quando o assunto é a sua saúde mental, essa diferença não é detalhe.
Essas objeções podem custar caro. A psicoterapia é para quem decide olhar com seriedade para a própria vida, usando esse espaço para mudar o que precisa mudar e então seguir em frente.